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SulAmérica Seguros e Previdência transformará
a ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira, na zona sul da
capital, no novo símbolo do Natal paulistano. A seguradora
presenteia a cidade com uma imensa Árvore com 138 metros
de altura, que será formada por mais de 80 estrelas presas
nos estais da ponte. Cada estrela tem quatro metros e brilhará
com mangueiras luminosas Glight nas cores verde, branco e azul.
Além
de gigante, a Árvore de Natal da SulAmérica também
é dançarina e os movimentos das luzes serão
comandados pelos próprios paulistanos, que poderão
escolher a programação musical da Rádio SulAmérica
Trânsito 92,1 FM entre 11 de dezembro e 06 de janeiro. O
ritmo das músicas tocadas na Rádio determinará
a “dança” das luzes, num show inédito
para a cidade.
Às
10h30 de ontem, dois alpinistas fixaram no alto da ponte estaiada
Octavio Frias de Oliveira, na zona sul, uma estrela de metal de
quatro metros de altura e 25 quilos de peso. A estrela teve duas
de suas pontas presas aos estais na parte mais alta da ponte,
a 138 metros de altura do rio Pinheiros.
Momentos depois,
os exploradores soltaram a figura de metal dos estais e desceram
com ela, lentamente, por cordas. Nesta hora, contaram com o apoio
de um terceiro alpinista. O rapel inédito na obra terminou
na área ao lado da pista que segue no sentido da marginal
Pinheiros para a avenida Roberto Marinho.
O teste de
suspensão e fixação da estrela de metal foi
concluído, com a aprovação de todos, às
11h15. Não foi um teste qualquer. A partir de hoje, começa
o trabalho de decoração do Natal na ponte estaiada
Octavio Frias de Oliveira. O trabalho será realizado por
uma equipe de 10 alpinistas, especialmente treinados em escaladas
de áreas urbanas, que trabalham para a empresa Executar,
com sede em Porto Alegre.
Inaugurada
em maio deste ano, a ponte sobre o rio Pinheiros vai ganhar 88
estrelas idênticas à que serviu para o teste de ontem.
Elas estarão espalhadas aleatoriamente dentro da figura
de uma árvore de Natal gigante. A única mudança
é que as novas estrelas vão subir tendo uma fileira
de pequenas lâmpadas enrolada em seu contorno de metal.
Um fio vai ligar todas elas à energia elétrica e
as 88 estrelas vão brilhar suspensas no ar, em dezembro.
A decoração da ponte deve ficar pronta em duas semanas.
A expectativa
é grande em relação ao resultado que terá
a decoração da ponte estaiada, conhecida por sua
beleza e pelos dois vãos de 900 metros de comprimento sobre
o rio Pinheiros. Além de ser este o primeiro Natal da obra,
são inúmeros os desafios a serem vencidos pela equipe
de alpinistas que trabalha no local. Eles precisam fazer a decoração
enfrentando altos riscos, como os ventos fortes e chuvas, e contornar
problemas que não costumam ter em desafios comuns.
Ontem, os
alpinistas tentavam criar os suportes necessários para
que tenham condição
Fábio
D'Castro/Hype
de
trabalhar no alto da torre por várias horas seguidas, sem
precisar descer de lá, o que é demorado. Eles não
querem – e não podem – perder tempo. O cronograma
do trabalho está apertado. Embora profissionais treinados,
os alpinistas levam uma hora para subir, por uma escada íngreme,
até o alto da torre. O objetivo da turma é conseguir
comer, beber e até ir ao banheiro lá em cima, pendurados
por cordinhas, sem descer antes do anoitecer.
Desafios
– Na natureza, na montanha selvagem, alguns desconfortos
que se apresentam agora aos alpinistas têm solução
fácil. Mas o que fazer, por exemplo, se der vontade de
ir ao banheiro nas alturas e em meio à paisagem da maior
metrópole da América do Sul? Ontem, a solução
discutida era a instalação de um pequeno banheiro
químico no alto da torre principal.
Seria
algo para ser usado de maneira discreta, já que o local
dá vista para toda a cidade. A proposta incluía
a instalação de um segundo banheiro no chão,
nas margens do rio Pinheiros, talvez dentro de um contêiner.
Mas
nada foi aprovado ontem, pois são muitas as opiniões
a serem consideradas. Além das idéias da empresa
Executar, pesa a posição da turma da Mix Brand Experience,
firma responsável pelo projeto natalino da ponte junto
aos patrocinadores e à Prefeitura, e as determinações
da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), responsável
pela manutenção da Octavio Frias de Oliveira.
O
chefe da equipe dos alpinistas da Executar, o gaúcho Antonio
Gabriel Gadenz, buscava na tarde de ontem resolver outros problemas.
Para levar comida, água e até material de escalada,
como cordas, lá para o alto da torre, ele queria instalar
também um mini elevador no local. "A idéia
é colocar uma polia, com cabos movidos a motor, no alto
da torre", disse Gadenz. Mas também neste ponto ele
não obteve o sinal verde.
As
negociações sobre a decoração da ponte
estaiada envolveram até a Empresa Metropolitana de Águas
e Energia (Emae), que é responsável pela Usina Elevatória
de Traição, localizada na margem do rio Pinheiros,
na zona sul.
A
pista da ponte é administrada pela Emae e, ontem, um caminhão
com 25 estrelas de metal precisou entrar pela portaria da empresa
metropolitana para levar aos alpinistas as peças da decoração.
Gadenz, acostumado a vencer as intempéries de montanhas
como o Aconcágua, enfrenta os percalços com confiança.
"Tudo vai dar certo", disse. Ou seja, as estrelas vão
subir e brilhar na ponte paulistana.
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